DE OSWALD A MICHEY
Um editor de jornal olha para um jovem de 22 anos e diz, com a maior seriedade do mundo, que ele não tem imaginação nem boas ideias. Esse jovem era ninguém menos que Walt Disney. Spoiler: o editor era um péssimo vidente.
Mas se você acha que a reviravolta foi rápida, se acomode na cadeira, porque a vida adora um drama antes da glória.
Determinado a provar seu valor, Walt abre o próprio estúdio de animação. Um ano depois? Falência total. O rapaz ficou tão quebrado que precisou vender a própria câmera só para comprar uma passagem de ida para Hollywood. Na mala, ele levava basicamente roupas de baixo e um rolo de desenho inacabado. Confiança era o seu único patrimônio.
Em Hollywood, ele recomeça do zero absoluto. E não é que dá certo? Ele cria Oswald, o Coelho da Sorte, que vira um tremendo sucesso. Walt, todo empolgado, vai até o distribuidor pedir um aumento no orçamento. Lá, ele toma o maior "balde de água fria" da história corporativa. Ele descobre, no mesmo dia, duas coisas:
1- Legalmente, o coelho era do distribuidor, não dele.
2- O cara tinha contratado secretamente quase todos os animadores do Walt.
Sem nada de novo, Walt entra no trem de volta para Hollywood. Qualquer pessoa normal estaria chorando no banheiro do vagão. Walt? Pegou um papel e, no meio da derrota, começou a rabiscar um ratinho. Esse rato era o Mickey Mouse.
O homem demitido por "falta de imaginação", que faliu e teve sua criação roubada, acabou construindo o maior império de entretenimento do planeta. No fim das contas, cada rasteira que a vida deu no Walt foi o que o forçou a dar o próximo passo. Ele só criou o Mickey porque roubaram o coelho dele.
(silvioafonso)
(silvioafonso)

Nossa que linda história
ResponderExcluirInício triste mais com um grande final.
Apaixonada pôr seus textos 🥰🥰
Creo que no fue el único al que le vaticinaron una vida muy negra y fue todo lo contrarío.
ResponderExcluirSaludos.
Você tem toda razão, meu amigo! Walt Disney realmente não foi o único a sobreviver às tempestades da história, até porque o mundo está cheio de pessoas que ressurgiram das cinzas. Pense em Oprah Winfrey, demitida no início da carreira como âncora de TV antes de se tornar uma das maiores comunicadoras do planeta; ou em Henry Ford, que faliu suas primeiras empresas antes de revolucionar a indústria automobilística. Temos também Steve Jobs, expulso da própria empresa que criou e que retornou anos depois para salvá-la; e Jack Ma, rejeitado em dezenas de empregos antes de fundar o império do Alibaba.
ExcluirEu não queria, mas vou colocar, Alberto Santos Dumont nessa lista porque sua trajetória traz uma perspectiva única de paixão, genialidade e resiliência diante de desafios gigantescos.
Esses caras são verdadeiras fênix. Eles provam que o fracasso é apenas um capítulo, não o fim da história.
Um grande abraço, amigo!
Obrigado pela contribuição aqui no meu blog!